Opções de Teste de Risco Fetal DLE
     

Teste de Risco Fetal DLE


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As opções variam de acordo com a idade gestacional da paciente ou de acordo com a preferência da paciente, devidamente informada e esclarecida por seu médico assistente:


Teste de 1º trimestre

Este teste consiste na combinação do marcador ultra-sonográfico Translucência Nucal (TN) e de dois marcadores bioquímicos de soro materno, Proteína Plasmática A Associada à Gravidez(PAPP-A,), e subunidade ß-livre da gonadotrofina coriônica humana (ß-hCG livre).

Tanto a PAPP-A quanto o ß-hCG livre, são expressos em múltiplos da mediana (sigla inglesa MoM, multiples of the median). A mediana é o valor que se situa no meio da fila ordenada de valores, desde o mais baixo até o mais alto. No cálculo de risco não são utilizados os valores absolutos destes marcadores, pois estes sofrem flutuações ao longo da gravidez:

• a concentração de ß-hCG livre diminui a partir do pico na 10ª semana;
• a concentração de PAPP-A aumenta 45% por semana ao longo do 1º trimestre.

As medianas de TN, por sua vez, estão relacionadas ao comprimento cabeça-nádega (CCN), que é uma das medidas obtidas a partir de ultra-sonografia no primeiro trimestre de gestação. Estudo realizado em nosso laboratório, demonstrou que 97,5% dos fetos possuem valor de TN = 2,7 mm. Em virtude da necessidade de medida da TN para se obter um melhor desempenho da triagem de 1º trimestre, a idade gestacional deve obrigatoriamente ser determinada por ultra-sonografia (CCN).

O período indicado para coleta é entre 10 e 13 semanas e seis dias de idade gestacional (CCN de 32 a 79 mm) e avalia o risco para Síndrome de Down (Trissomia do 21) e Síndrome de Edwards (Trissomia do 18).

Teste Triplo

Este teste utiliza a idade materna e os seguintes marcadores bioquímicos de soro materno, a alfafetoproteína (AFP), o estriol não-conjugado (uE3) e a subunidade ß-livre da gonadotrofina coriônica humana (ß-hCG livre). Apesar de não utilizar marcadores ultra-sonográficos, recomenda-se a realização de ultra-sonografia de rotina, por permitir uma melhor datação da gestação, e identificar DTN em gestações de baixo risco (AFP normal) e possuir maior sensibilidade especialmente na detecção de espinha bífida e encefalocele (Norem et al. 2005; Dashe et al. 2006).

O teste triplo, além de identificar gestações de alto risco para Síndrome de Down, e para Trissomia do 18 (Síndrome de Edwards), avalia também o risco de defeitos abertos do tubo neural, como a anencefalia e a espinha bífida aberta.

Na Síndrome de Down, são encontrados níveis medianos de AFP e uE3 27% mais baixos (Cuckle, 2000), e os níveis medianos de ß-hCG livre são 2,3 vezes mais elevados (Cuckle, 2000), em comparação a gestações de fetos normais.

Na Síndrome de Edwards, por sua vez, os níveis de ß-hCG livre, AFP e uE3 estão reduzidos em média cerca de dois terços, um terço e metade em comparação a gestações normais, respectivamente (Cuckle, 2000).

Quanto aos defeitos abertos do tubo neural, AFP do soro materno é = 2,50 MoM em 88% e 79% dos fetos com anencefalia e espinha bífida, respectivamente (Wald et al., 1977). A combinação de elevação de AFP e diminuição de uE3 é altamente prognóstica de DTN, em particular da anencefalia (Yaron et al., 1998).

O período indicado para coleta é entre 14 e 22 semanas e seis dias de idade gestacional e avalia o risco para Síndrome de Down (Trissomia do 21), Síndrome de Edwards (Trissomia do 18) e Defeitos abertos do tubo neural.
• Protocolo do Teste Triplo, Ensaio Clínico SURUSS: 14-20 semanas (Wald et al., 2003)
• Protocolo do Teste Triplo, Ensaio Clínico FASTER: 15-18 semanas (Malone et al., 2005)
• Período ideal para a detecção de DTN: 16-18 semanas (Wald et al., 1977)


Teste Integrado

O Teste Integrado é constituído pela integração dos marcadores de 1º trimestre (PAPP-A e a medida da TN) com os marcadores bioquímicos do Teste Triplo (2º trimestre: AFP, uE3, ß-hCG livre). Esta versão do Teste Integrado foi descrita por Wald, Watt e Hackshaw (1999).
O teste integrado é realizado em 2 fases, mas o resultado da primeira fase não é revelado, já que o cálculo de risco somente ocorre na segunda fase:

1. Primeira fase

• Ultra-sonografia para determinar com precisão o tempo de gestação e medir a Translucência Nucal;
• Coleta de sangue para adosagem da concentração da PAPP-A, que deverá ser realizada entre 10 e 13 semanas e seis dias de idade gestacional;
• Marcação da data para a segunda coleta de sangue.

2. Segunda fase

• Coleta de sangue para dosagem da concentração de AFP, ß-hCG livre e uE3, que deverá ser realizada entre 14 e 22 semanas e seis dias de idade gestacional;
• Cálculo de risco para Síndrome de Down (Trissomia do 21), Síndrome de Edwards (Trissomia do18) e DTN;
• Divulgação dos resultados do teste.

O teste baseado apenas nas análises realizadas na primeira coleta é menos eficaz do que o Teste Integrado e não permite o rastreamento dos defeitos abertos do tubo neural.

Se não for realizada a 2ª coleta de sangue, não será possível realizar o Teste Integrado, visto que o cálculo do risco não poderá ser baseado apenas nos dados obtidos por ocasião da primeira coleta.




Opções de Teste de Risco Fetal Anomalias Investigadas
Teste de Risco Fetal de Primeiro Trimestre Síndrome de Down Síndrome de Edwards  
Teste de Risco Fetal Triplo Síndrome de Down Síndrome de Edwards Defeitos abertos do Tubo Neural
Teste de Risco Fetal Integrado Síndrome de Down Síndrome de Edwards Defeitos abertos do Tubo Neural


 
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