Teste do Pezinho Expandido DLE |
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- Hipotireoidismo congênito primário
- Hipotireoidismo congênito secundário
- Hemoglobinopatias
- Fibrose Cística
- Hiperplasia supra renal congênita
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Galactosemia
- Deficiência de Biotinidase
- Toxoplasmose congênita
- Distúrbios do Ciclo da Uréia:
- Citrulinemia;
- Acidúria arginino succínica;
- Argininemia;
- Hiperornitinemia (incluindo Síndrome de Hiperamonemia, Hiperornitinemia e Homocitrulinúria e
Atrofia Girata da Coroide e Retina);
- Distúrbios da Beta Oxidação dos Ácidos Graxos:
- Deficiência de Transportador de Carnitina;
- Deficiência de Carnitina Palmitoil Transferase Tipo II (CPT-II);
- Deficiência de Carnitina/Acilcarnitina Translocase;
- Deficiência de 3-Hidroxi-Acil-CoA Desidrogenase de Cadeia Longa (LCHAD);
- Deficiência de Acil-CoA Desidrogenase de Cadeia Média (MCAD);
- Deficiência de Múltiplas Acil-CoA Desidrogenase (MADD)(= Acidemia Glutárica Tipo II);
- Deficiência de Acil-CoA Desidrogenase de Cadeia Curta (SCAD);
- Deficiência da Acil-CoA Desidrogenase de Cadeia muito Longa (VLCAD);
- Deficiência da Proteína Trifuncional;
- Distúrbios dos Ácidos Orgânicos:
- Deficiência de 2-Metilbutiril-CoA Desidrogenase (2-MBCD);
- Deficiência de Beta-Cetotiolase (BKT);
- Deficiência de 3-Metilcrotonil-CoA Carboxilase;
- Deficiência de 3-Metilglutaril-CoA-liase (HMG-CoA-liase);
- Deficiência de Múltiplas CoA Carboxilase (MCD);
- Deficiência de Isobutiril-CoA Desidrogenase (IBCD);
- Acidemia Glutárica Tipo I (GA-I);
- Acidemia Isovalérica (IVA);
- Acidemia Metilmalônica (MMA);
- Acidemia Propiônica (PA);
- Aminoacidopatias:
- Fenilcetonúria e outras Hiperfenilalaninemias;
- Doença do Xarope de Bordo;
- Homocistinúria e outras Hipermetioninemias;
- Tirosinemias( incluindo a Tirosinemia transitória do recém nascido e a
Tirosinemia hereditária tipo I, II e III;
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Doenças triadas por métodos convencionais:
- Galactosemia
É uma doença de herança autossômica recessiva que envolve enzimas do metabolismo da galactose. A Galactosemia
clássica é decorrente da deficiência da enzima galactose-1-fosfato-uridiltransferase e manifesta-se geralmente
nas primeiras semanas de vida com um quadro progressivo de vômitos, diarréia, icterícia, distúrbios da função
hepática, catarata bilateral, podendo levar ao óbito por insuficiência hepática e renal ou septisemia.
A dosagem da galactose e da galactose -1-fosfato permite a triagem de todas as formas de distúrbios do
metabolismo da galactose. A confirmação do diagnóstico de Galactosemia clássica requer a avaliação da
atividade enzimática da galactose-1-fosfato-uridiltransferase.

- Hemoglobinopatias
A pesquisa das hemoglobinopatias requer a utilização de metodologias especiais devido à grande concentração de
hemoglobina fetal. Desta forma são utilizados os métodos de focalização isoelétrica e HPLC que têm grande
sensibilidade na distinção dos diversos tipos de hemoglobina.
A experiência com a triagem para hemoglobinopatias tem demonstrado uma grande incidência da Doença falciforme
na nossa população com grandes diferenças entre as regiões ( 1:1500 no Rio de Janeiro, 1:500 na Bahia,
1:19000 no Paraná). A detecção de portadores de traço falcêmico traz como benefícios o aconselhamento genético e o
planejamento familiar.

- Deficiência de Biotinidase
Doença genética, de caráter autossômico recessivo. A deficiência desta enzima, resulta na incapacidade de
liberar biotina dos alimentos, com conseqüente deficiência secundária da atividade de várias enzimas
mitocondriais. Indivíduos com deficiência severa podem apresentar convulsões, ataxia, hipotonia, dermatite,
queda de cabelos e atraso no desenvolvimento.
O diagnóstico precoce e a suplementação diária de altas doses de biotina previne o desenvolvimento das
manifestações clínicas.
A incidência é de 1:90.000 nascidos vivos.

- Fibrose cística
É uma doença de herança autossômica recessiva na qual ocorre um distúrbio na permeabilidade das membranas
celulares aos íons cloretos causando aumento das concentrações de sódio e cloro no suor, aumento da
viscosidade das secreções, deficiência pancreática exócrina e doença pulmonar obstrutiva crônica.
A fibrose cística tem uma incidência aproximada de 1:2500 nascidos vivos em caucasianos. As mutações para a
fibrose cística já estão bem estabelecidas sendo a mais comum a DF508.
A triagem para fibrose cística é feita pela dosagem da tripsina imunoreativa (IRT) cujos níveis diminuem
progressivamente após o primeiro mês de vida não sendo válida a triagem após o terceiro mês. Devido ao
índice elevado de resultados falso-positivos a triagem para fibrose cística deve ser complementada, sempre
que possível, com a pesquisa das mutações e a confirmação diagnóstica com o clássico "teste do suor".

- Hipotireoidismo congênito
Hipotireoidismo congênito (HC) refere-se à deficiência dos hormônios tireoideanos, de forma permanente ou
transitória, ou mesmo de uma ação inadequada destes hormônios a nível celular causando graves repercussões
no desenvolvimento físico e neurológico da criança. A sua importância está em razão de sua alta prevalência
(1:3000 nascimentos) e de ser uma das causas mais frequentes de retardo mental que pode ser evitado com o
diagnóstico e o tratamento precoces. Uma vez que os sintomas e sinais clínicos são escassos nas primeiras
semanas de vida, o diagnóstico clínico torna-se difícil e incomum. Desta forma é de fundamental importância
avaliar a função tireoideana em todos os recém nascidos através dos programas de triagem neonatal.
A dosagem de T4 e TSH por método imunofluorimétrico ultrasensível permite o diagnóstico de todas as formas
de HC (primário, secundário e por resistência aos hormônios tireoideanos).

- Hiperplasia supra renal congênita
Hiperplasia adrenal congênita (HAC) refere-se às alterações da córtex adrenal causadas pelos níveis cronicamente
elevados de ACTH secundários aos baixos níveis de cortisol decorrentes da atividade reduzida ou ausente de uma
das cinco enzimas responsáveis pela esteroidogênese adrenal. A deficiência da enzima 21-hidroxilase (CYP21) é
responsável por mais de 90% dos casos de Hiperplasia supra renal congênita. CYP21 cataliza a conversão de
progesterona a 11-desoxicorticosterona, um precursor da Aldosterona, e de 17alfa- hidroxiprogesterona (17OHP) a
11-desoxicortisol, um precursor do Cortisol.
Na triagem neonatal suspeita-se de deficiência da 21-hidroxilase (HAC-D21OH) quando se encontram níveis elevados
de 17OHP no sangue colhido em papel filtro. A utilização de um ensaio imunofluorimétrico, de alta especificidade,
para a dosagem da 17OHP minimiza um dos problemas da triagem para HAC que é o excessivo número de resultados
falso-positivos devido a reações cruzadas da 17OHP com outros esteróides secretados pela zona adrenal fetal.
A HAC-D21OH é classificada de acordo com a idade de apresentação dos sinais e sintomas. Tradicionalmente esta
doença é dividida em formas clássica e não clássica. A forma clássica é dividida em perdedora de sal (PS) e
virilizante simples (VS) e os sintomas iniciam-se no período pré-natal. Os pacientes do sexo feminino apresentam
genitália ambígua ao nascimento e, em ambos os sexos, a virilização é progressiva após o nascimento. Cerca de
2/3 destes casos apresentam também deficiência mineralocorticóide grave, o que leva à inabilidade em conservar
o sódio levando à crise de perda de sal. Na forma não clássica os pacientes permanecem assintomáticos ou
desenvolvem sintomas moderados de excesso de androgênios na infância ou na puberdade.
Os benefícios da triagem para HAC incluem a prevenção da morbidade e mortalidade das graves crises de perda de
sal assim como do registro incorreto do sexo ao nascimento e da virilização progressiva e aceleração da idade
óssea que já estão presentes na maioria dos casos de HAC-D21OH. diagnosticados clinicamente.

- Toxoplasmose congênita
A triagem neonatal para toxoplasmose congênita justifica-se pela alta prevalência desta infecção na nossa
população e ao quadro clínico pouco evidente ao nascimento em grande número de casos. Apesar do risco de
sequelas graves ser maior nas infecções adquiridas nos dois primeiros trimestres de gestação, na infecção
materna no terceiro trimestre há um risco de 70% de infecção fetal. As lesões fetais nesse caso são menos
graves mas a retinocoroidite e as lesões neurológicas podem não ser aparentes ao nascimento mas manifestarem-se
anos mais tarde.
O diagnóstico precoce através de anticorpos da classe IgM e o tratamento da infecção, podem evitar ou minimizar
complicações futuras.
A incidência é estimada de 1 em +3.000 nascidos vivos levando-se em conta as diferenças entre áreas endêmicas e não
endêmicas.

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