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O Teste do Pezinho realizado pelo Laboratório DLE é o
rastreamento neonatal mais completo do Brasil.
Utilizando gotinhas de sangue colhidas em papel filtro
especial, é capaz de detectar precocemente patologias que
irão interferir na qualidade de vida do indivíduo.
Este teste é indicado para todos os recém-nascidos.
Pesquisa de Fenilcetonúria (PKU)
É uma doença genética, de caráter
autossômico recessivo decorrente da deficiência
da enzima fenilalanina-hidroxilase. Em consequência
a fenilalanina acumula-se no sangue do recém-nascido,
com efeitos tóxicos do sistema nervoso central, podendo
causar até a deficiência mental severa.
O tratamento precoce previne estas alterações.
Portanto o exame a ser solicitado é a dosagem da
Fenilalanina (PKU).

Pesquisa de Hipotireoidismo Congênito (HC)
É uma doença com frequência muito elevada
(cerca de 1:4500 nascimentos), que envolve a deficiência
parcial ou total dos hormônios da Tireóide. Com
determinação conjunta de T4 e TSH, pode-se detectar
todos os tipos de hipotireoidismo congênito. O tratamento
precoce desta patologia previne a deficiência mental.
Portanto os exames a serem solicitados são TSH Neonatal
(TSH) e T4 Neonatal (T4).

Pesquisa de Toxoplasmose Congênita
A maioria dos recém-nascidos infectados é assintomática,
podendo entretanto, apresentar sintomas neurológicos
e oftalmológicos graves, anos mais tarde. O diagnóstico
precoce através de anticorpos da classe IgM e o tratamento
da infecção, podem evitar ou minimizar complicações
futuras. Portanto o exame a ser solicitado é o anti-Toxoplasma
gondii IgM (TOXO M).

Pesquisa da Deficiência de Biotinidase
Doença genética, de caráter autossômico
recessivo. A deficiência desta enzima, resulta na incapacidade
de liberar biotina dos alimentos, com consequênte deficiência
secundária da atividade de várias enzimas mitocondriais.
Indivíduos com deficiência severa podem apresentar
convulsões, ataxia, hipotonia, dermatite, queda de
cabelos e atraso no desenvolvimento. O diagnóstico
precoce e a suplementação diária de altas
doses de biotina previne o desenvolvimento das manifestações
clínicas. Portanto o exame a ser solicitado é
a pesquisa da atividade da Biotinidase (BIOT).

Pesquisa de Hiperplasia Congênita de Supra-renal
(HCS)
Os níveis elevados de 17 OH-Progesterona no sangue
do recém-nascido levam a suspeitar desta patologia.
Seu diagnóstico precoce é importante para evitar
a virilização da idade óssea e, em alguns
casos, severa crise de perda de sal que pode levar à
morte nas primeiras semanas de vida. O exame a ser solicitado
é a 17 OH-Progesterona Neonatal (17 OHP).

Pesquisa de Anemia Falciforme
O diagnóstico precoce desta doença possibilita
a instituição de medidas profiláticas
diminuindo a morbidade. O exame a ser solicitado é
a Pesquisa de Hemoglobinopatias (AN. FALC.) que uma vez
presente, deverá ser confirmada por exames complementares.

Pesquisa de Fibrose Cística
É a mais frequente das doenças genéticas
detectáveis através do "Teste do Pezinho"
na população branca. embora seja uma doença
incurável, o diagnóstico e tratamento precoces
melhoram incrivelmente a qualidade de vida e sobrevida. A
Fibrose Cística cursa com aumento de cloreto de sódio
no suor, deficiência pancreática exócrina
e doença pulmonar obstrutiva crônica. Nos recém-nascidos
com Fibrose Cística, o nível de Tripsina Imunoreativa
(IRT) eleva-se, e com o passar do tempo vai caindo, devido
a disfunção pancreática na produção
de tripsina.
Atenção: Um teste positivo não faz o
diagnóstico, mas indica que há grande possibilidade
de Fibrose Cística. O exame a ser solicitado é
Tripsina Imunoreativa (IRT).

Pesquisa de Galactosemia
É uma doença genética, autossômica
recessiva, que se caracteriza por icterícia, convulsão,
catarata, cirrose hepática, deficiência mental,
podendo ocasionar a morte. O defeito genético fundamenta-se
na deficiência da enzima galactose-1-fosfato uridil
transferase que torna o recém-nascido incapaz de metabolizar
a galactose, um açúcar presente no leite e derivados.
O exame a ser solicitado é a pesquisa da atividade
da Glactose-1-Fosfato Uridil Transferase (GALAC).

Pesquisa da Deficiência da G6PD
A glicose-6-fosfato dehidrogenase (G6PD) é uma enzima
das hemácias, com herança genética ligada
ao X, que é importante na manutenção
da hemoglobina. As inúmeras mutuções
genéticas já encontradas resultam em deficiência
da G6PD, levando à hemólise prematura quando
a enzima é submetida a situações de desequilíbrio,
ou em doença hemolítica do recém-nascido.
O diagnóstico precoce permite o controle dos fatores
de risco e a melhora da qualidade de vida do paciente. Portanto
o exame a ser pedido é a Triagem da atividade da
glicose-6-fosfato dehidrogenase (G-6-PDH).

Pesquisa de E.I.M. dos aminoácidos através
da cromatografia
Através da cromatografia, pode-se diagnosticar a fenilcetonúria
e outras aminoacidopatias, tais como: homocistinúria,
tirosinemia, doença do xarope de bordo, etc... Portanto
o exame a ser solicitado é Cromatografia de aminoácidos
(CROMAT).

Pesquisa de Infecção Congênita pelo
HIV
A detecção precoce da infecção
pelo HIV e o acompanhamento médico especializado podem
melhorar muito a qualidade de vida dos portadores do vírus.
A positividade do exame anti-HIV em recém-nascidos
pode significar apenas infecção materna, e a
realização do teste anti-HIV na mesma amostra
do "Teste do Pezinho", permite a seleção
dos recém-nascidos que devem ser submetidos aos testes
confirmatórios. Portanto o exame a ser solicitado
é o anti-HIV (HIV).

Deficiência da MCAD (ACIL-CoA Desidrogenase de Cadeia
Média)
É uma doença autossômica recessiva cuja
alteração está localizada no cromossomo
1 e apresenta uma maior incidência em descendentes de
brancos do norte europeu. Acomete ambos os sexos igualmente
e o início das manifestações clínicas
pode se dar antre 2 dias e 6 anos de idade. A deficiência
da MCAD impede a transformação de ácidos
graxos em energia e por isso, em determinadas situações
que provoquem hipoglicemia (como febre, jejum prolongado,
...) o paciente poderá apresentar parada cardíaca,
respiratória e ou convulsões. Esta deficiência
pode ser a responsável por 1 a 3% das mortes súbitas
de crianças atribuídas à Síndrome
da Morte Súbita Infantil.
É de extrema importância o acréscimo da
pesquisa do MCAD ao Teste do Pezinho DLE não só
pela sua facilidade de coleta, mas também para diminuir
o risco de Morte Súbita nestes pacientes assim como
para evitar que os sobreviventes de episódios clínicos
severos apresentem prejuízo mental. O exame a ser
solicitado é MCAD.

Sifilis
A presença de anticorpos IgM para Treponema pallidum caracteriza uma infecção aguda, sendo útil para o diagnóstico de sífilis congênita. A transmissão pode ocorrer em qualquer período da gestação: da gestante para o feto, via transplacentária ou durante o parto. Quanto mais recente a infecção materna, mais treponemas circulantes, com maior comprometimento fetal. O recém-nascido pode apresentar desde os primeiros dias problemas de pele, osso, baço, fígado e até do SNC. Alguns podem ser assintomáticos e manifestar a doença anos depois. Sua incidência é de até 5 em cada 1000 nascidos vivos.

Doença de Chagas
É uma parasitose causada pelo Trypanossoma cruzi, que pode ser transmitida por transfusão, por via transplacentária ou pelo vetor (percevejo vulgarmente conhecido por barbeiro ). Dentre os sintomas, podemos citar: hepatoesplenomegalia, anemia, dores ósseas e musculares, alterações cardíacas (cardiomegalia). O recém-nascido pode apresentar sinais clínicos desde o nascimento ou passar anos assintomático.

Citomegalovirose
A citomegalovirose é causada por um vírus (CMV) específico, que pode ser transmitido por via placentária, no canal de parto ou contágio após o nascimento. A infecção normalmente é benigna, mas a infecção materna primária pode resultar em graves conseqüências para o feto, tais como: corioretinite, microcefalia, calcificações cerebrais, hidrocefalia, hepatoesplenomegalia. Recém-nascidos normais podem tardiamente apresentar: perda auditiva, deficiência visual e retardo mental. A infecção pode atingir 1% dos recém-nascidos vivos.

Rubéola
A rubéola é uma infecção altamente contagiosa, causada por
um vírus. A mãe infectada pode apresentar quadro clínico
pouco significativo, o que não diminui a importância da
infecção fetal. O fator de maior importância é a fase da
gestação em que ocorre a infecção, sendo mais grave nos três
primeiros meses. A síndrome de rubéola congênita pode
incluir retardo do crescimento, deficiência auditiva,
defeitos cardíacos, catarata, comprometimento do SNC,
hepatoesplenomegalia.

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